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Notícias janeiro 22, 2026

A nova era da desglobalização: mito ou realidade?

Charlotte HarrisBy Charlotte Harrisjaneiro 22, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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Danilo Regis Fernando Pinto analisa se a desglobalização marca uma ruptura real na economia mundial ou se é apenas um novo rearranjo das cadeias globais.
Danilo Regis Fernando Pinto analisa se a desglobalização marca uma ruptura real na economia mundial ou se é apenas um novo rearranjo das cadeias globais.
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Desglobalização é um termo que ganhou força depois da pandemia e das tensões geopolíticas recentes. Danilo Regis Fernandes Pinto aponta que a dúvida não é apenas se o mundo está “voltando atrás”, mas sim como o comércio e a produção estão se reorganizando. Isso porque, por décadas, a globalização foi vista como caminho natural. Empresas buscavam produzir onde fosse mais barato. E consumidores se acostumaram a preços menores e cadeias longas.

Agora, o cenário parece diferente. Há mais disputas comerciais, mais protecionismo e mais preocupação com segurança econômica. Ainda assim, afirmar que a globalização acabou pode ser exagero. Por isso, vale analisar com calma se a desglobalização é mito ou realidade.

Desglobalização e o que realmente mudou nas cadeias globais

Desglobalização virou palavra-chave porque as cadeias globais sofreram choques importantes. A pandemia travou portos e fábricas. Depois, conflitos e sanções aumentaram incertezas. Assim, empresas perceberam que depender de poucos fornecedores é perigoso.

Segundo Danilo Regis Fernando Pinto, o que está acontecendo é uma mudança de lógica. Antes, eficiência era prioridade absoluta. Agora, resiliência ganhou espaço. Portanto, muitas empresas passaram a diversificar fornecedores. E também buscar produção mais próxima do consumidor.

Esse movimento é chamado de nearshoring e friendshoring. Ele não elimina o comércio global. Porém, reduz concentração em regiões específicas. Assim, parte da produção migra para locais considerados mais estáveis.

Ao mesmo tempo, isso aumenta custos em alguns setores. Portanto, a reorganização não é neutra. Ela afeta preços, investimentos e competitividade.

Protecionismo, tarifas e a disputa por tecnologia

Desglobalização também aparece na política industrial. Muitos países passaram a proteger setores estratégicos. Isso inclui semicondutores, energia, defesa e tecnologia. Conforme Danilo Regis Fernandes Pinto, essa tendência é resposta a um mundo mais competitivo e menos previsível. Assim, governos querem reduzir dependência externa.

Tarifas e restrições comerciais voltaram a ser usadas como ferramenta. Além disso, há barreiras regulatórias e exigências ambientais. Portanto, o comércio internacional continua, mas com mais regras e filtros.

A disputa tecnológica é outro ponto central. Países buscam controlar cadeias críticas e dados. Assim, a globalização se fragmenta em blocos. Isso não significa isolamento completo. Porém, significa um comércio mais seletivo e politizado.

Para Danilo Regis Fernando Pinto, a chamada era da desglobalização levanta questionamentos essenciais sobre comércio, política e o futuro das relações internacionais.
Para Danilo Regis Fernando Pinto, a chamada era da desglobalização levanta questionamentos essenciais sobre comércio, política e o futuro das relações internacionais.

Esse cenário afeta empresas que operam globalmente. Elas precisam adaptar estratégias, revisar fornecedores e lidar com riscos regulatórios. Portanto, a gestão ficou mais complexa.

Desglobalização é queda do comércio ou mudança de rota?

Desglobalização, na prática, não significa que o comércio mundial parou. O que se observa é uma mudança de rota e de prioridade. De acordo com Danilo Regis Fernando Pinto, o mundo ainda depende de trocas internacionais. Afinal, nenhum país produz tudo com eficiência.

O que muda é a forma como as empresas calculam risco. Antes, o foco era custo mínimo. Agora, entra na conta a estabilidade política, a segurança logística e a previsibilidade regulatória. Assim, algumas cadeias ficam mais curtas. E outras se diversificam.

Além disso, serviços digitais continuam globalizados. Tecnologia, software e plataformas cruzam fronteiras com facilidade. Portanto, a globalização não se limita a contêineres e navios. Ela também está em dados e serviços.

Por isso, falar em “fim da globalização” pode ser simplificação. O mais correto é falar em reconfiguração.

Impactos no Brasil: riscos e oportunidades

Desglobalização pode afetar o Brasil de duas formas. Primeiro, pela demanda por commodities. Se o mundo cresce menos, exportações podem cair. Assim, o país perde receita externa. Por outro lado, a busca por diversificação de fornecedores pode abrir espaço.

Conforme Danilo Regis Fernandes Pinto, o Brasil pode se posicionar como alternativa em setores específicos. Agronegócio, mineração e energia renovável são áreas com potencial. Além disso, o país tem mercado interno grande. Isso atrai investimento, mesmo em cenários instáveis.

No entanto, para capturar oportunidades, o Brasil precisa reduzir gargalos. Infraestrutura, custo de capital e burocracia ainda pesam. Portanto, a desglobalização não garante ganhos automáticos. Ela apenas cria uma janela.

Outro ponto é a exigência ambiental. Mercados mais regulados pedem rastreabilidade e padrões de sustentabilidade. Assim, exportadores precisam se adaptar. Caso contrário, podem perder espaço.

Desglobalização não é ruptura, é transição

Desglobalização não parece ser um retorno ao isolamento econômico do passado. Em vez disso, ela indica uma transição. O mundo continua integrado, mas com mais cautela, mais blocos e mais disputa por autonomia.

De acordo com Danilo Regis Fernando Pinto, o movimento atual é menos sobre “fechar fronteiras” e mais sobre reduzir vulnerabilidades. Assim, cadeias globais ficam mais resilientes, porém mais caras e complexas. No fim, a desglobalização não é mito. Mas também não é um fim. É uma reorganização do jogo global.

Autor: Charlotte Harris

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