Empresário e fundador da Gráfica Print, Dalmi Fernandes Defanti Junior defende que design acessível não é uma concessão criativa, mas uma decisão estratégica. Neste artigo, você vai entender o que significa projetar com acessibilidade, quais são os principais pilares dessa prática e por que ignorá-la representa uma perda concreta de público e de resultados. O tema vai além da inclusão social: trata-se de ampliar o alcance das comunicações visuais e garantir que nenhuma pessoa fique de fora da mensagem.
O que é acessibilidade no design e por que ela importa?
Acessibilidade no design é a prática de criar materiais visuais, interfaces e comunicações gráficas que possam ser compreendidos pelo maior número possível de pessoas, independentemente de limitações físicas, sensoriais ou cognitivas. Isso inclui pessoas com baixa visão, daltonismo, dislexia e mobilidade reduzida, entre outros perfis.
O dado que muitos gestores ainda subestimam é o tamanho desse público. No Brasil, cerca de 18% da população vive com algum tipo de deficiência. Criar para esse segmento não é caridade: é inteligência de mercado e uma forma concreta de ampliar o alcance de qualquer marca.
Quais são os princípios fundamentais do design acessível?
Para Dalmi Fernandes Defanti Junior, os pilares que sustentam um projeto gráfico verdadeiramente acessível são: perceptibilidade, operabilidade, compreensibilidade e robustez. Na prática, isso significa escolher fontes legíveis, garantir contraste adequado entre texto e fundo e evitar depender exclusivamente da cor para transmitir informações.
A escolha tipográfica também é determinante. Fontes com espaçamento generoso entre linhas, hierarquia visual clara e tamanhos adequados facilitam a leitura para todos, não apenas para quem enfrenta dificuldades específicas. Um ajuste simples nessa direção já transforma a experiência de quem recebe o material.

Por que acessibilidade também é uma questão de SEO e alcance digital?
No ambiente digital, acessibilidade e SEO caminham juntos. Textos alternativos em imagens, estrutura de cabeçalhos bem definida e velocidade de carregamento adequada beneficiam simultaneamente usuários com deficiência e os algoritmos dos mecanismos de busca, ampliando o alcance orgânico das páginas.
Dalmi Fernandes Defanti Junior observa que o Google sinaliza há anos que a experiência do usuário é um fator de ranqueamento. Páginas inacessíveis tendem a apresentar taxas de rejeição mais altas e menor tempo de permanência, dois indicadores que impactam diretamente o posicionamento nos resultados de busca.
Qual é o real impacto de ignorar a acessibilidade no design?
Marcas que negligenciam a acessibilidade enfrentam consequências que vão além da exclusão de público. Há riscos legais crescentes com o avanço da Lei Brasileira de Inclusão, que prevê obrigações para empresas no campo da comunicação acessível, além do custo reputacional de ser percebida como uma marca indiferente à diversidade.
Como destaca Dalmi Fernandes Defanti Junior em sua trajetória à frente da Gráfica Print, adaptar processos criativos para incluir mais pessoas não representa um ônus operacional. Representa, na realidade, uma oportunidade concreta de ampliar o impacto de cada projeto produzido.
Como começar a implementar o design acessível na sua empresa?
O ponto de partida é revisar os materiais existentes com base em critérios de contraste, tipografia e hierarquia visual. Ferramentas gratuitas como o Contrast Checker e as diretrizes do WCAG oferecem parâmetros objetivos para essa avaliação e podem ser aplicadas imediatamente por qualquer equipe de criação.
O próximo passo é incluir a acessibilidade nos critérios de aprovação de projetos, tornando-a parte do processo criativo desde o início. O design que serve a todos é, por definição, um design melhor, e, como reforça o empresário Dalmi Fernandes Defanti Junior, quando a comunicação visual respeita a diversidade humana, ela se torna mais eficaz, mais ética e mais lucrativa para todos os envolvidos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

