O debate sobre saneamento básico e preservação de recursos hídricos ganhou centralidade no planejamento urbano, como comenta Marcio Andre Savi, profissional da área. O tema envolve saúde pública, desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Com isso em mente, ao longo deste artigo, serão analisadas as conexões práticas entre saneamento, gestão da água e qualidade de vida, com uma leitura crítica sobre desafios atuais e caminhos possíveis.
Por que o saneamento básico é decisivo para a preservação da água?
O saneamento básico atua como a primeira barreira de proteção dos recursos hídricos. A ausência de coleta e tratamento de esgoto resulta no lançamento direto de resíduos em rios, lagos e aquíferos. Segundo Marcio Andre Savi, esse processo compromete a qualidade da água e amplia os custos futuros de tratamento.
Quando se observa o ciclo urbano da água, fica evidente que investir em saneamento reduz a pressão sobre mananciais. Tendo isso em vista, a lógica preventiva é mais eficiente do que ações corretivas, especialmente em regiões onde a escassez hídrica já afeta o abastecimento.
Além disso, sistemas bem estruturados evitam a contaminação do solo e das águas subterrâneas, protegendo fontes estratégicas que abastecem milhões de pessoas. Desse modo, a preservação deixa de ser apenas ambiental e passa a ser econômica, conforme ressalta o profissional da área, Marcio Andre Savi.
Como a falta de saneamento afeta rios e mananciais?
A degradação dos corpos d’água ocorre de forma silenciosa e contínua. Efluentes sem tratamento alteram o equilíbrio químico e biológico dos rios, reduzindo a biodiversidade e limitando o uso da água para consumo humano, irrigação e lazer. Isto posto, esse cenário gera um efeito cascata.

Quanto mais poluído o manancial, maior o investimento necessário para torná-lo potável. De acordo com Marcio Andre Savi, essa equação penaliza especialmente municípios menores, que possuem menos capacidade técnica e financeira. Outro impacto relevante é o aumento de doenças de veiculação hídrica. Pois, a contaminação da água afeta diretamente a saúde pública, sobrecarregando sistemas hospitalares e reduzindo a produtividade econômica local.
Quais soluções de saneamento contribuem para a preservação hídrica?
A integração entre tecnologia, planejamento e gestão é essencial. Algumas estratégias se destacam por sua eficácia na proteção dos recursos hídricos e na ampliação do acesso ao saneamento:
- Tratamento adequado de esgoto: estações eficientes reduzem drasticamente a carga poluente lançada nos corpos d’água, preservando rios e lagos urbanos;
- Reuso de água: o aproveitamento de efluentes tratados em atividades industriais e urbanas diminui a captação direta em mananciais naturais;
- Gestão integrada de bacias: considerar o território como um sistema único evita soluções isoladas e melhora a eficiência das ações públicas;
- Redução de perdas nas redes: combater vazamentos, preservar a água tratada e reduz a necessidade de novas captações.
Essas medidas, quando aplicadas de forma coordenada, demonstram que saneamento básico e preservação de recursos hídricos são objetivos complementares. O resultado é um ciclo mais sustentável e resiliente.
Qual é o papel do planejamento urbano nessa equação?
O crescimento desordenado das cidades amplia os desafios do saneamento, como ressalta Marcio Andre Savi, profissional da área. Ocupações irregulares e expansão sem infraestrutura adequada levam a soluções improvisadas, quase sempre prejudiciais ao meio ambiente. Desse modo, o planejamento urbano precisa antecipar demandas futuras, incorporando o saneamento como eixo estruturante do desenvolvimento. Isso inclui mapear áreas sensíveis, proteger nascentes e integrar políticas habitacionais com redes de água e esgoto. Assim, cidades que planejam melhor conseguem reduzir conflitos pelo uso da água e garantir maior segurança hídrica.
Os caminhos para um futuro com água de qualidade
Em última análise, a proteção da água começa nas redes de esgoto e se consolida no planejamento das cidades. Investir em saneamento é investir em saúde, economia e sustentabilidade. Logo, ao alinhar infraestrutura, gestão pública e consciência coletiva, é possível transformar a relação entre sociedade e recursos hídricos, garantindo água de qualidade para as próximas gerações.
Autor: Charlotte Harris

