O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, acredita que a liderança na engenharia está intimamente ligada à capacidade de resolver problemas complexos, tomar decisões rápidas e conduzir operações com segurança técnica. Embora essas qualidades sejam essenciais, um aspecto pouco discutido na gestão empresarial é que profissionais altamente competentes podem desenvolver excesso de confiança em sua própria experiência. Quando isso ocorre, as decisões são tomadas com menor abertura para revisão crítica, adaptação ou novas perspectivas.
Neste artigo, a proposta é refletir sobre como a autoconfiança técnica, quando mal administrada, pode começar a limitar resultados em vez de fortalecê-los.
Experiência sempre melhora a tomada de decisão?
Experiência tende a fortalecer percepção, ampliar repertório e acelerar leituras operacionais. Profissionais experientes geralmente identificam riscos com mais rapidez e interpretam cenários com maior profundidade. O problema começa quando a vivência acumulada deixa de funcionar como apoio analítico e passa a operar como certeza absoluta.
Em ambientes complexos, confiança excessiva pode reduzir questionamentos importantes. O profissional passa a confiar tanto na própria leitura que diminui espaço para revisão, confronto de ideias ou adaptação a novos contextos. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, nota que alguns erros relevantes nascem justamente quando competência técnica começa a ser confundida com infalibilidade.
Como o excesso de confiança afeta a liderança na engenharia?
A liderança na engenharia depende não apenas de domínio técnico, mas também de capacidade de interpretar mudanças, ouvir equipes e reconhecer limitações. Líderes excessivamente convencidos da própria experiência tendem a centralizar decisões, reduzir abertura para contribuições externas e criar ambientes menos flexíveis diante de transformações.
Esse comportamento nem sempre aparece de forma agressiva ou explícita. Em muitos casos, ele surge de maneira silenciosa, por meio de decisões automáticas, resistência a revisões e apego excessivo a modelos que funcionaram no passado. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, acompanha um setor em que parte das dificuldades de adaptação nasce justamente da dificuldade de abandonar certezas antigas.
O mercado atual exige outro tipo de postura?
Sem dúvida. A construção civil mudou significativamente nos últimos anos. Processos mais integrados, operações mais exigentes e ambientes competitivos mais complexos passaram a exigir profissionais capazes de combinar experiência com atualização contínua. O mercado deixou de valorizar apenas autoridade técnica isolada e passou a exigir capacidade de adaptação estratégica.
Isso muda também a lógica da liderança. Bons líderes não são aqueles que acreditam sempre ter a resposta pronta, mas os que conseguem interpretar contextos com equilíbrio e abertura crítica. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, entende que liderança madura se constrói muito mais pela capacidade de evolução do que pela tentativa de preservar antigas certezas.
Gestão empresarial também depende de humildade técnica?
Sim, porque a gestão empresarial exige decisões que ultrapassam o campo puramente operacional. Liderar negócios envolve lidar com mercado, pessoas, cultura organizacional e mudanças constantes de cenário. Quando a autoconfiança técnica se torna excessiva, existe risco de interpretar problemas complexos de maneira simplificada demais.
Humildade técnica não significa insegurança. Significa reconhecer que experiência relevante ainda convive com limitações, transformações e necessidade permanente de aprendizado. O engenheiro Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, reforça que profissionais mais consistentes costumam ser justamente aqueles que mantêm capacidade de questionar a própria visão sem comprometer a firmeza decisória.
Bons líderes continuam aprendendo mesmo depois da experiência
Existe uma diferença importante entre confiança profissional e rigidez intelectual. A primeira fortalece liderança, segurança e capacidade de execução. A segunda pode limitar crescimento, reduzir adaptação e comprometer decisões em cenários cada vez mais dinâmicos.
Na engenharia contemporânea, a experiência continua sendo um ativo valioso. Ainda assim, os profissionais mais preparados costumam ser aqueles que entendem que conhecimento técnico não encerra aprendizado. Pelo contrário. Quanto maior a responsabilidade, maior também a necessidade de continuar evoluindo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

